Estudo do IBGE escancara desigualdade na Bahia: metade das cidades estão “fora do mapa” do desenvolvimento
O IBGE divulgou um estudo que revela um dado preocupante sobre a Bahia: mais da metade dos municípios do estado não têm nenhum nível de centralidade na gestão territorial. Isso significa que essas cidades dependem de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista para acessar serviços públicos, atrair investimentos e gerar empregos.
Salvador se mantém como o 9º maior centro de gestão do país e o 3º do Nordeste. Já Feira de Santana é o principal polo de influência do interior. Mas e Vitória da Conquista? Mesmo sendo a terceira maior cidade da Bahia e uma das mais ricas do estado, ainda não tem o reconhecimento como um grande centro de gestão.
Salvador e Feira de Santana, os dois municípios mais populosos do estado, lideram tanto na gestão empresarial quanto na gestão pública. No que diz respeito a gestão empresarial, a cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) aparece em terceiro lugar, seguido por Camaçari e Vitória da Conquista. No que se refere gestão pública, se destacam as cidades de Vitória da Conquista, Juazeiro e Barreiras entre as cinco mais influentes.
Especialistas alertam: sem políticas públicas para estimular seu crescimento, Vitória da Conquista pode ter dificuldades para acompanhar sua própria expansão. A solução? Investimentos descentralizados, incentivos para empresas no interior e melhorias na infraestrutura das cidades emergentes.
Além disso, a qualificação da mão de obra é fundamental. Políticas voltadas para a educação técnica e profissionalizante podem preparar a população para novas oportunidades, fortalecendo o comércio e a indústria locais.
O desafio agora é transformar os dados do IBGE em ação. Para equilibrar o desenvolvimento da Bahia, é essencial fortalecer cidades em todas as regiões do estado.